O crescimento dos ETFs: a evolução do mercado de R$ 50 bi para R$ 130 bi

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A indústria brasileira de ETFs está passando por um crescimento impressionante, com os ativos sob gestão saltando de aproximadamente R$ 50 bilhões, no final de 2024, para quase R$ 130 bilhões em julho de 2026. Esse avanço é impulsionado por fatores como a eficiência tributária e a simplicidade desses produtos, segundo Danilo Gabriel, gestor de fundos indexados na XP Asset.

Desde seu surgimento em 2004 com o PIBB, a classe de ETFs no Brasil conquistou espaço significativo. Gabriel observa que, em 2024, a indústria apresentava o mesmo volume que nos dois anos anteriores, mas experimentou uma mudança drástica a partir de 2025, quase dobrando os números em curto espaço de tempo. De acordo com ele, esse crescimento é reflexo da popularidade crescente dos ETFs, com um terço dos cerca de 210 fundos disponíveis atualmente sendo lançado em 2025 e 2026.

Motivos para o Crescimento dos ETFs

Entre os destaques de 2026, os ETFs de renda fixa ultrapassaram aqueles de renda variável em patrimônio, marcando uma nova era no setor. Gabriel menciona um questionamento crescente sobre a gestão ativa e a extinção de fundos exclusivos sem come-cotas como fatores que atraíram investidores para produtos mais eficientes do ponto de vista tributário, especialmente em um contexto de juros altos, que beneficiam ETFs com ligação ao CDI.

Os ETFs brasileiros ainda representam apenas 1% da indústria total de fundos, muito abaixo dos 30% dos EUA, o que leva analistas a acreditar que o país está seguindo um caminho similar, embora com algumas diferenças tributárias. A acessibilidade a ETFs americanos também contribui para a drenagem de investimentos que poderiam ficar nos produtos locais.

Além disso, a Previdência, com seu teto elevado de isenção, representa uma concorrência significativa no espaço tributário para os ETFs. Mesmo assim, Gabriel enfatiza que estamos apenas começando a ver uma transformação em termos de alocação ao longo prazo, movimentando a indústria.

Desempenho dos ETFs de Renda Fixa

Em 2026, cerca de R$ 27 bilhões migraram para ETFs de renda fixa, representando mais de 80% do fluxo total. Essa tendência é impulsionada pelo vasto mercado de renda fixa no Brasil, que conta com cerca de R$ 4,4 trilhões em ativos. Gabriel destaca que uma pequena parte do volume que já existe no mercado poderia gerar um impacto significativo nos ETFs.

Benefícios tributários como a isenção de IOF e uma alíquota fixa de 15% de imposto de renda tornam os ETFs ainda mais atraentes. Sua liquidez e a estrutura de gestão in-kind, que evita descolamentos no preço, também são fatores a considerar, afirmando que o real potencial de liquidez se encontra nas NTNBs, que operam em valores altíssimos diariamente.

Baixo Custo e Alto Retorno

Os ETFs da XP Asset têm taxas de administração significativamente menores do que a média do mercado, graças a um modelo de gestão que foca na replicação de índices. Isso permite manter custos baixos enquanto garante retornos atrativos. Por exemplo, o ETF SPXH da XP superou o próprio S&P 500 nos últimos dez anos, evidenciando o retorno positivo que esses produtos podem oferecer.

À medida que a adoção do modelo fee-based aumenta, a presença de ETFs escaláveis e de baixa taxa se torna ainda mais relevante. Isso resulta em um ecossistema favorável para que consultores possam trabalhar com taxas acessíveis, atraindo mais investidores. Com o crescimento contínuo do setor, a expectativa é que os ETFs incentivem uma “seleção natural” na gestão ativa, eliminando produtos de baixo desempenho.

E você, o que pensa sobre essa ascensão dos ETFs no Brasil? Compartilhe suas opiniões e comentários abaixo!

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