Resumo: na última semana, Bob Iger e Joshua Kushner anunciaram a compra do Los Angeles Lakers por US$ 12,5 bilhões, um recorde histórico para a NBA e um indicativo claro da valorização sem precedentes das franquias esportivas. O negócio acende debates sobre se essa é uma euforia passageira ou o novo normal do mercado de esportes.
Antes disso, já havia números expressivos na mesma linha. Em 2023, o Dallas Mavericks, Phoenix Suns, Charlotte Hornets e outras franquias foram avaliadas entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões, e até ultrapassaram os US$ 6 bilhões em alguns casos com operações conjuntas. Em 2025, o Boston Celtics valeram US$ 6,1 bilhões ao ser adquiridos, enquanto o Lakers chegaram a US$ 10 bilhões em outro negócio recente; o Seahawks, da NFL, foi citado em US$ 9,6 bilhões. Mesmo com tamanhos de mercados variados, as cifras passaram a soar como referência de um patamar novo para os clubes grandes do esporte americano.
Para analistas, o gatilho não é apenas o tamanho das torcidas. O ecossistema ao redor dos jogos — direitos de transmissão de TV, apostas esportivas legais e o apelo de eventos ao vivo — tem alimentado essa escalada. O acordo de 11 anos de direitos da NBA, avaliado em cerca de US$ 77 bilhões, é um dos pilares dessa dinâmica. Além disso, investidores passaram a ver os times como ativos de longo prazo, com potencial de retorno sustentado por marcas globais, patrocínios e novas fontes de receita.
Alguns também destacam que grandes finanzistas não atuam sozinhos; acordos recentes envolveram grupos de investidores, não apenas compradores individuais. O investimento de nomes como Jeff Bezos, ao lado de parceiros, na compra de parte do Liverpool FC, ilustra uma tendência: grandes fortunas já operam em equipes de diferentes ligas, o que pode ampliar o poder de negociação e elevar ainda mais os preços. Como disse Mark Cuban, “Como qualquer outra coisa, vale aquilo que alguém está disposto a pagar.”
Nem todos veem essa nova era como algo tão positivo. Críticos lembram que o esporte corre o risco de se tornar uma “galinha dos ovos de ouro” ainda mais movida por interesses financeiros, em vez de servir às cidades e aos fãs. Bill Simmons chegou a sugerir que times podem virar grandes operações de fundos, enquanto estudiosos ressaltam a importância de manter a essência comunitária das equipes e o vínculo com torcedores, mesmo diante de tanta transformação financeira. E você, o que pensa sobre esse cenário de valuations recordes para franquias esportivas? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe sua visão sobre o futuro dos esportes de alta escala econômica.