A temporada de resultados do segundo trimestre de 2026 está em pleno andamento, com grandes empresas como Usiminas, Gerdau e CSN prestes a divulgar suas cifras financeiras. A expectativa do mercado é de que tanto Gerdau quanto Usiminas tenham um desempenho positivo, impulsionado por margens de lucro melhores e um mix de produtos favorável. Gerdau, em particular, se beneficia de uma sólida atuação na América do Norte.
Os analistas da XP consideram Gerdau e Usiminas como os principais destaques do setor de commodities, prevendo uma melhora nas margens de ambas as siderúrgicas. A XP projeta um aumento das vendas e melhores preços, o que deve apoiar um crescimento significativo nos resultados. A abordagem do BTG também reforça essa visão, com a expectativa de que o Ebitda das siderúrgicas cresça devido ao aumento de preços e volume nas vendas, compensando assim a inflação nos custos.
O Safra detalha que o segundo trimestre deve destacar uma separação clara entre as siderúrgicas e mineradoras. Enquanto as primeiras estão em uma trajetória positiva com demanda crescente, as mineradoras enfrentam desafios com queda nos preços das commodities. Assim, a opinião entre os analistas permanece otimista quanto aos resultados das siderúrgicas, especialmente Gerdau e Usiminas.
Gerdau (GGBR4)
No foco das siderúrgicas, Gerdau é citada com destaque por sua maior rentabilidade, especialmente no México e Estados Unidos. O BTG prevê um Ebitda robusto, impulsionado por um ambiente favorável de preços. O Itaú BBA também considera a empresa um dos vencedores potencialmente, prevendo um Ebitda de R$ 3,28 bilhões, com melhora nas margens no Brasil e na América do Norte. As expectativas são de que a margem Ebitda no Brasil suba para 9,7%, refletindo um mercado de preço mais elevado.
Além disso, para a América do Norte, a previsão é de uma margem de 25,5%, suportada por sazonalidade e incremento nos preços em dólar. O Safra revela que Gerdau deve registrar um crescimento significativo, tanto no Brasil quanto na América do Norte, devido ao aumento dos embarques.
CSN (CSNA3)
A expectativa em relação à CSN é que o Ebitda chegue a R$ 2,53 bilhões. Apesar da queda no setor de mineração, os resultados da parte de aço devem compensar essa desvalorização. O Itaú estima que o Ebitda da divisão de aço alcance R$ 572 milhões, um aumento expressivo em relação ao trimestre anterior. Entretanto, a mineração pode ver uma retração em seus números, com uma previsão de Ebitda em R$ 900 milhões, pressionado por custos elevados.
Por sua vez, o Safra projeta um Ebitda um pouco menor, aproximadamente R$ 2,3 bilhões, devido ao desempenho mais fraco nas divisões de mineração e energia. O Bradesco BBI também compartilha uma visão cautelosa, prevendo uma queda dos resultados na área de mineração, mas ainda assim um desempenho robusto nos segmentos de aço e cimento.
Usiminas (USIM5)
O Itaú BBA estima que Usiminas reportará um Ebitda de R$ 675 milhões, uma leve alta em relação ao trimestre anterior. A divisão de aço deve crescer, ajudando a empresa a superar os desafios enfrentados pela parte de mineração. O Safra antecipa um Ebitda ajustado de R$ 658 milhões, indicando estabilidade, e o BTG acredita que uma interpretação forte da divisão de aço compensará a fraqueza na mineração.
Os resultados dessa temporada prometem chamar a atenção, e a expectativa é que, mesmo com os desafios enfrentados em alguns setores, Gerdau e Usiminas mostrem um desempenho sólido. E você, o que espera dos resultados? Compartilhe sua opinião!