Bancários da Caixa fazem protesto em Salvador após denúncia de assédio contra ex-presidente

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O Sindicato dos Bancários da Bahia promoveu um ato, nesta quinta-feira (30), na agência da da Caixa Econômica Federal localizada no bairro das Mercês, em Salvador, em virtude da denúncia de assédio sexual contra o ex-presidente do banco, Pedro Guimarães.

Os manifestantes cobraram investigação criteriosa do caso, e questionaram se a “alta cúpula da empresa” foi conivente com os possíveis crimes. 

Servidores relataram que a prática assediadora tem sido rotina na Caixa e reclamam de fortes cobranças por metas, pressão por desempenho e produtividade, além de um aumento dos casos de assédio moral.

O presidente licenciado do Sindicato, Augusto Vasconcelos, falou sobre as cobranças abusivas da atual e alegou a existência de constantes ameaças de descomissionamento. “Não podemos admitir que o assédio seja tratado como ferramenta de gestão”, destacou.

Entenda o caso

Um grupo de funcionárias da Caixa Econômica Federal denunciou o presidente do banco, Pedro Duarte Guimarães, de 51 anos, por assédio sexual. Por conta dos casos, há uma investigação correndo sob sigilo no Ministério Público Federal. De acordo com os relatos de cinco mulheres, divulgados nesta terça-feira (28) pelo Metrópoles, os assédios aconteceram durante compromissos profissionais, principalmente, durante viagens realizadas por Pedro Guimarães pelo país para acompanhar o programa Caixa Mais Brasil.

As funcionárias, que trabalham diretamente com o gabinete da presidência da Caixa, contaram que as abordagens começaram no fim do ano passado e incluem toques íntimos, investidas inadequadas e convites incompatíveis com a relação entre o presidente e as funcionárias. 

Diante das denúncias, Pedro Duarte Guimarães oficializou o pedido de demissão da presidência da Caixa em um encontro com o presidente Bolsonaro na tarde desta quarta-feira (29). 

Em uma carta entregue ao presidente e dirigida aos brasileiros e aos colaboradores do banco, Guimarães diz que é alvo de uma “situação cruel, injusta, desigual e que será corrigida na hora certa com a força da verdade”.

No documento, Guimarães diz que não teve tempo para se defender é que pode “prejudicar a instituição ou o governo sendo um alvo para o rancor político em um ano eleitoral”.

O agora ex-presidente ressalta que deixa o cargo para se “defender das perversidades lançadas contra mim, com o coração tranquilo daqueles que não temem o que não fizeram” e que sempre atuou “no combate a toda forma de assédio, repelindo toda e qualquer forma de violência, em quaisquer de suas possíveis configurações”.

O pedido de exoneração de Pedro Guimarães da presidência da Caixa Econômica Federal foi oficializado em Decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União que circula nesta quarta-feira (29). A publicação traz ainda a nomeação da secretária especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Daniella Marques, para ocupar o cargo no lugar de Guimarães.

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