Famosos já doaram R$ 2,7 milhões para caridade em 2022

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Celebridades brasileiras já doaram R$2,7 milhões em 2022. É o que apontam dados do Monitor das Doações, mantido pela Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR), e leva em conta doações a partir de R$ 3 mil.

Entre os destinos das doações, o padrão que se detecta é o foco nos auxílios humanitários em resposta a catástrofes. Por exemplo, Gkay e Wesley Safadão dedicaram R$ 100 mil e R$ 200 mil, respectivamente, para ações de apoio às vítimas das chuvas em Pernambuco, ocorridas entre maio e junho deste ano. 

No mesmo sentido, Virginia Fonseca despendeu R$ 310 mil para a população após as chuvas na Bahia, em dezembro de 2021. O streamer Casimiro, por sua vez, direcionou R$ 40 mil para o apoio em Petrópolis, que sofreu pelas chuvas no início deste ano.

João Paulo Vergueiro, conselheiro do Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA-SP) e diretor-executivo da ABCR, explica que quem está mais próximo à realidade da causa tende a ser mais solidário, em especial quando se trata de tragédias e fome. 

Outros casos são diferentes: Sabrina Sato mandou R$ 25 mil para auxiliar os trabalhadores das escolas de samba, o que tange a realidade dela, que tem o costume de desfilar na avenida. O MC Poze do Rodo doou R$ 20 mil a um segurança que, por aceitar a gorjeta do músico, foi demitido. Já a top model Gisele Bundchen, doadora recorrente, destinou neste ano R$ 1 milhão para causas socioambientais. 

O deputado federal Alexandre Frota ofertou R$ 200 mil à Santa Casa de Ilhabela (SP), após ter doado R$ 100 mil em 2020 para comprar exames de Covid-19 do tipo PCR.

Cantores sertanejos também estão nessa lista. Gusttavo Liva leiloou um casaco do tipo sobretudo que usava em um show em Paty dos Alferes (RJ) por R$ 11 mil, e destinou o valor para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) do município.

Zé Neto, da dupla com Cristiano, direcionou o cachê do show que fez no rodeio de Mirassol, em abril. Com os R$ 498 mil, a dupla acumula R$ 998 mil com destinos beneficentes. Essa doação para o Hospital de Base de São José do Rio Preto aconteceu em meio à polêmica das contratações de sertanejos por prefeituras sem licitação.

Atente-se ao doar Para as ONGs, principais canais de transformação da verba em ação, a falta de recurso financeiro é a principal limitação. Assim, a situação urge para que mais pessoas, não apenas quem tem mais condição financeira, doem.

Antes de direcionar o dinheiro, no entanto, é necessário se certificar de que não sofrerá golpe. A ABCR e as ONGs expõem pontos a se atentar ao escolher uma instituição. A presença da instituição na internet é importante. Em geral, há algum site com dados de ações passadas, botão de doação e relatórios de prestação de contas.

As instituições sempre mantém redes sociais ativas. É por lá, em geral, que engajam os doadores. Deve-se atentar se a página é ativa, caso não seja, é uma bandeira vermelha, contrária à doação.

Em suma, transparência é a chave. Uma organização sem escândalos, que preste contas do que recebe e do que gasta, bem como que mostre a ação que promove, é uma ONG mais segura de se confiar.

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