Marcas baianas brilharam na SPFW, mais importante semana de moda do país

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O  maior evento de moda do Brasil, o São Paulo Fashion Week (SPFW), realizou sua 53a edição entre os dias 31 de maio e 4 de junho. Nesta nova fase, que levou os desfiles para Zona Leste da capital paulista, quatro marcas baianas ganharam destaque no line-up oficial:  Meninos Rei, Ateliê Mão de Mãe, Isaac Silva e a estreante no evento Dendezeiros. Elas levaram desfiles politizados, o poder da representatividade, as raízes afrodescentes , a sofisticação do trabalho artesanal e celebraram a diversidade da comunidade LGBTQIA +. Vem conferir!

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Fotos: Rodrigo Ladeira

Meu Ori

Meninos rei reafirmou sua exaltação fashion pela ancestralidade e a representatividade afrodescendente. Os irmãos Junior e Céu Rocha levaram uma passarela repleta de modelos e personalidades negras. A cantora baiana Mariene de Castro abriu o fashion show intitulado “Meu Ori é minha voz”, que teve participação da ex- BBB Jessi, também baiana, e os influencers soteropolitanos Natália Luz e Matheus Araujo. Ori em iorubá quer dizer “cabeça” e nas religiões de matriz africana, faz também referência ao orixá que guia a pessoa. Os tecidos africanos estavam presentes – marca registrada dos Meninos – em criações volumosas, vestidos, camisas e macacões. “Gostaria de destacar os acessórios usados no desfiles: as coroas e os balangandãs vieram da casa de artigos religiosos do Ilê Dê Odê , que fica na Feira de São Joaquim. Além das joias de Kelba Varjão, os brincos e anéis de Luana Rodrigues e as sandálias do artista plástico sergipano Lucas Lemos, da Tsuru”, conta Junior. Outro grande destaque foi a estamparia exclusiva criada pelo designer baiano Hori, do Estúdio Ága, a partir de códigos gráficos que representam a marca.

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Foto: Luigi Galvão

Maragogipinho

Em sua segunda participação no SPFW o Atêlie Mão de Mãe , brand capitaneada por Patrick Fortuna e Vinícius Santana, confirma seu talento em transformar o artesanal em artigo de luxo. A apresentação foi inspirada na comunidade de Maragogipinho, no Recôncavo Baiano, localidade conhecida pelo rico artesanato em barro. Isso se refletiu em uma coleção feita a mão com uso 100%  de algodão e aviamentos naturais. Algumas peças representam em crochê as pinturas dos vasos de barro e as flores de Tabatinga. “Nosso olhar é para o futuro , mas trazendo a atemporalidade do trabalho manual e buscando valorizar os fazeres que vão sendo esquecidos, gerando renda para os trabalhadores do crochê e dando sempre o toque de modernidade”, explica Patrick. Uma novidade foi a presença, pela primeira vez, de itens em tecido plano, com looks em alfaiataria de modelagem amplas,  além do uso do  tweed e da seda aliada ao crochê.

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Foto: João Bertholini

Panterona

Coube ao estilista baiano, radicado em São Paulo, Isaac Silva encerrar a edição do SPFW, na noite de sábado (04/06), em total clima de festa. “Para qualquer marca, desfilar no SPFW é muito importante, pois nos apresentamos para a grande indústria da moda” , revela Isaac. Panterona foi o nome escolhido para batizar sua coleção que homenageia uma das figuras mais icônicas da noite gay paulistana na década de 90,  a drag queen Márcia Panterona. O que transformou sua passarela em um grande desfile de personalidades da comunidade LGBTQIA+ . Estiveram por lá : a cantora trans baiana Majur, Ícaro Silva, a vereadora trans paulista Erika Hilton, além de outros. Os destaques vão para os tecidos, o linho com estampa da Mulher-Gato e as malhas Teda, desenvolvidas com estampa exclusiva de panteras. Um caso à parte foram os acessórios em strass e as bolsas de macramê feitas pela irmã do Isacc.

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Foto: Kevin Oux

Tabuleiro

A  jovem marca Dendezeiro, comandada pela dupla Hisan Silva e Pedro Batalha, apresentou um desfile virtual, através de um fashion filme todo realizado na Bahia. A inspiração para a primeira coleção apresentada no SPFW (depois de 3 anos desfilando na Casa de Criadores) veio de um dos nossos ícones gastronômicos: o tabuleiro de acarajé. Ele foi usado como símbolo da diversidade cultural baiana formada a partir dessa poderosa herança vinda da África. Tudo isso foi traduzido através do encontro entre a alfaiataria e o DNA street da marca. A coleção de Inverno veio cheia de peças ajustáveis sem gênero e adaptáveis a diversos corpos, tudo feito em sarja e malha de algodão. Outros elementos como as miçangas foram acrescentados como forma de trazer ainda mais essa força da cultura baiana.

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