‘Não haverá mais moleza para bandido’, diz novo delegado-geral da Polícia Civil em SP

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O novo delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, comentou sobre o caso do ex-delegado-geral da instituição e atual diretor do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), Ruy Ferraz Fontes, que sofreu uma tentativa de assalto neste sábado, 7. Fontes foi parado por dois motociclistas, que fugiram ao perceber que o carro tinha vidro blindado. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, Nico deu detalhes sobre o caso. “O Ruy acabou alvejando o rapaz, um menor de idade, de 16 anos, que tem uma vasta passagem pela polícia. Os antecedentes são incríveis. Ele roubou um mercado semana passada, fui preso e conduzido para a Fundação Casa. A Justiça não segura. Tem que cumprir a lei e ele acaba na rua. Nós cansamos de levar esse menor para da Fundação e ele é solto. As leis são brandas. O certo era segurar esse menor com tratamento psicológico”,  sugeriu.

Gonçalves assegurou que, com a sua entrada na Polícia Civil, não haverá mais “moleza para bandido” no Estado. “A Polícia Civil está empenhada. Está empenhada a tentar virar o jogo. Não tem mais moleza para bandido aqui, como disse o nosso governador Rodrigo Garcia“, afirmou. Só nos últimos dois dias, com a Operação Sufoco, 40 pessoas foram presas e cinco toneladas de drogas foram apreendidas. “Tanto o comandante da Polícia Militar, coronel Ronaldo, quanto o Júlio Guelbert, que me ajuda também nessa missão, estão colocando o bloco na rua. Eu sou um policial mais operacional e procuro dar ênfase às operações policiais. A polícia está indo bem, dando uma resposta rápida”, apontou. Mais uma vez, Nico elogiou o governador. “A Operação Sufoco foi uma sacada muito grande do governo do Estado, do Rodrigo Garcia, porque nós vamos comprar a hora de folga do policial. Geralmente, a gente sabe, não precisa esconder, que o policial trabalha no seu horário normal e nos dias de folga faz um bico. Agora o governador está pagando R$ 270, comprando a folga do policial”, explicou o diretor, que afirma que nesses trabalhos por fora, o policial acaba correndo perigo.

“[Trabalhando na polícia], ele está protegido pelo nosso plano de saúde. Ele vai estar enquadrado, recebendo holerite, vai ganhar mais do que ganha em um bico e pode fazer até oito horas de serviço. Se ele consegue fazr todas as folgas dele, vai significar 60% a mais no salário dele. E tudo legal”, justificou Nico. Podem trabalhar 500 policias da Civil no dia de folga. Nico também comentou sobre a nova prática de crimes em que bandidos se passam por entregadores de aplicativo para assaltar a população. “A preocupação do Rodrigo [Garcia] está sendo muito intensa. Ele está se reunindo diretamente com as empresas que entregam alimento. Nós estamos compartilhando dados dentro da lei. Já ocorreram várias reuniões a semana inteira. Logo teremos novidades, como identificação visual”, revelou.

Confira a entrevista na íntegra:

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