Saiba mais sobre o ‘poliamor’, forma de relacionamento entre três pessoas ou mais

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Dentro do “guarda-chuva” da não-monogamia existe o poliamor, uma relação afetiva ou sexual que envolve mais de duas pessoas, independente do gênero e da orientação sexual. Ao contrário do que muita gente pensa, não é algo bagunçado. Em tempos de libertação de padrões e antigos costumes da sociedade, as pessoas têm experimentado novas formas de pensar, agir de se relacionar. No poliamor existem regras, ética, acordos e consentimentos entre os envolvidos, como explica a psicanalista Darlene Barbosa. “Todo mundo pensa que, você tendo um poliamor, você vai sair com todo mundo. Não é assim. Tudo tem que ser um contrato, tudo tem que ser falado para que as partes envolvidas não se machuquem. E a gente fala muito no poliamor que tem polifidelidade. No poliamor tem fidelidade? Claro. Tudo tem que ser entre eu e vocês, eu e você, e de uma forma que todo mundo fique feliz”, explica.

Nina Winkel nunca se identificou com a monogamia, já teve alguns relacionamentos desse tipo, mas não se bem. De uns seis anos para cá, a comunicadora digital e formadora de opinião estuda e debate o assunto que, segundo ela, não é uma escolha, mas um sistema hegemônico. “A gente precisa entender que o ser humano, biologicamente, ele não é monogâmico. A monogamia é uma imposição social. Ela foi criada junto com a propriedade privada, devido as demandas daquela época, mas a gente percebe que, hoje em dia, as coisas estão mudando e as pessoas estão se redescobrindo e descobrindo novas maneiras de se relacionar”, diz Nina.

Muito do preconceito e resistência da sociedade sobre o poliamor vem da falta de conhecimento do assunto e da cultura dos brasileiros, que tem a concepção do amor romântico, de só um amor da vida por vez. Os não-monogâmicos pensam que a monogamia é uma coisa compulsória, que as pessoas já nascem na função de casar e ter filhos. E o poliamor vem como uma maneira de quebrar isso. Apesar de hoje não ser proibido na lei, não há nada que reconheça o poliamor como união familiar, é o que explica Laísa Santos, advogada de direito da família. “Essas relações, embora existam, a gente entende que elas são reconhecidas a uma invisibilidade jurídica. Elas não são tratadas como família. A justiça brasileira inclusive, em sua grande maioria, possui decisões contrárias ao reconhecimento desse tipo de união”, explica.

Em 2012, na cidade de Tupã, no interior de São Paulo, foi registrada a primeira ata notarial declaratória de união poliafetiva entre três pessoas, posteriormente anulada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2018, ocasião na qual se proibiu outras lavraturas da mesma espécie. Em 2016, uma pesquisa feita com quase nove mil adultos solteiros dos Estados Unidos mostrou que um em cada cinco já havia tido algum relacionamento consensualmente não-monogâmico. Um estudo canadense apresentou basicamente os mesmos números um ano depois.

*Com informações do repórter Victor Moraes

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