Milei cria decreto que autoriza deportações por agressões à Argentina

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O presidente argentino, Javier Milei, anunciou um decreto que proíbe a entrada e expulsa estrangeiros que incitarem ódio, discriminação ou violência, além de ultrajar símbolos nacionais. Essa medida, divulgada na madrugada de quinta-feira (30), surge em meio a uma crescente tensão diplomática entre Argentina e Brasil.

O decreto, assinado por Milei e publicado nas redes sociais, define que qualquer estrangeiro que promova mensagens de ódio ou discriminação contra os argentinos será banido do país. Em sua mensagem, o governo argentino reafirma que a defesa da nação e de seus símbolos não é negociável, afirmando que “quem atacar a República Argentina não é bem-vindo em nosso país”.

“Diante das recentes manifestações de hostilidade contra a República Argentina e os argentinos, o Governo Nacional reafirma que a defesa da Nação, de seus cidadãos e de seus símbolos não é negociável. Quem atacar a República Argentina não é bem-vindo em nosso país”, conclui o posicionamento da presidência.

Aumento do ódio

O texto do Decreto 681/2026, assinado por Milei, menciona que houve um aumento significativo de mensagens hostis direcionadas ao povo e à cultura argentinos. O governo baseia-se em princípios do direito internacional, que destacam a soberania de cada nação em definir as regras sobre a entrada de estrangeiros em seu território.

Esse decreto, que tem caráter de urgência, será encaminhado à Comissão Bicameral do Congresso. Ela terá um prazo de 10 dias úteis para se pronunciar sobre a sua validade.

Tensão com o Brasil

A assinatura do decreto também ocorre em um momento de tensão entre Argentina e Brasil. Nas redes sociais, Milei fez ataques diretos ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, chamando-o de “presidiário” e culpando-o por uma crise econômica no Brasil. Além disso, ele criticou o ministro do STF, Alexandre de Moraes, usando termos pejorativos.

Essas declarações geraram uma crise diplomática, levando o Ministério das Relações Exteriores brasileiro a convocar o embaixador do Brasil na Argentina para esclarecer a situação. Em contrapartida, Lula respondeu ao líder argentino de maneira ríspida, referindo-se a ele como “aquela coisa” e descrevendo um discurso feito por Milei como “patacoada”.

Esse cenário de hostilidade bilateral reflete uma nova fase nas relações entre os países, marcada por uma retórica afiada e um aumento nas desavenças públicas. O decreto de Milei, além de ser uma resposta a ataques estrangeiros, poderá aprofundar ainda mais a crise entre os dois países sul-americanos.

O que você pensa sobre essa nova medida do governo argentino? Acredita que essas ações ajudam a melhorar as relações entre as nações ou apenas aumentam a tensão? Comente abaixo!

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