Petrobras: balanço forte e dividendos acima das projeções; o terceiro trimestre pode trazer mais novidades

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Petrobras teve um 2T26 sólido, com lucro líquido de R$ 52,4 bilhões, EBITDA ajustado de US$ 19 bilhões e dividendos de R$ 17,4 bilhões, impulsionados por maior produção, preços de venda mais elevados e bom desempenho do refino.

A produção total de petróleo e gás atingiu 3,336 milhões de boed, avanço de 15% em relação ao ano anterior e de 4% frente ao 1T26, puxada pela expansão de campos do pré-sal e pela entrada de novas plataformas. O segmento de exploração e produção (E&P) gerou EBITDA de US$ 15,9 bilhões, um recorde, resultado suportado pelo aumento de volumes e pela eficiência de custos no pré-sal.

No refino, o EBITDA ficou em torno de US$ 3,6 bilhões, com altas taxas de utilização das refinarias, em alguns casos acima de 100%. Bancos destacam que a geração de caixa permaneceu robusta mesmo diante dos impostos sobre exportação, que frearam parte dos ganhos.

Sobre dividendos, a empresa anunciou R$ 17,4 bilhões em dividendos ordinários, com ex-dividendos a partir de 24 de agosto e pagamentos programados para novembro e dezembro. O montante ficou acima das projeções de Itaú BBA e Bradesco BBI, com o JPMorgan destacando o papel da forte geração de caixa operacional.

No radar dos analistas, o cenário permanece de viés positivo: Goldman Sachs e Morgan Stanley mantêm recomendações de compra/overweight, ressaltando o crescimento da produção, o valuation considerado atrativo e o potencial de dividendos elevados nos próximos anos. O Bradesco BBI adota postura mais neutra, citando riscos como variação do Brent, incertezas eleitorais e investimentos em projetos menos previsíveis como Venezuela e gás. A Genial também recomenda neutro, destacando que 2T26 foi excepcional, sustentado por ativos de alta produtividade, especialmente no pré-sal, e por uma carteira de projetos capaz de sustentar a produção nos próximos anos.

A visão de mercado aponta que a Petrobras está em condições de manter fluxo de caixa e dividendos robustos, desde que continue a ampliar a geração de caixa e alinhe a alocação de capital com a magnitude desse caixa. A continuidade do movimento dependerá da execução e da política de retorno de capital frente a cenários de Brent acima de US$ 100 por barril.

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