Berlim respondeu, neste domingo, 9 de agosto de 2026, com uma manifestação singular: mais de 500 ciclistas nus pedalaram pela cidade em protesto a favor do naturismo, da liberdade corporal e da igualdade. O percurso contou com cerca de 33 quilômetros, passando por pontos icônicos como Treptower Park, East Side Gallery, o Portão de Brandemburgo e o Reichstag, em uma demonstração de corpo livre como símbolo de direitos e respeito.
Cerca de 700 ciclistas participaram da primeira “pedalada de ciclistas nus” em Berlim.
Os participantes percorreram 33 quilômetros pela capital alemã, passando pelo Treptower Park, pela East Side Gallery, pelo Portão de Brandemburgo e pelo Reichstag. pic.twitter.com/z1ngHehO6j
— O Verdoso (@o_verdoso) August 9, 2026
Segundo os organizadores, a participação superou as expectativas, com mais de 500 ciclistas envolvidos; a primeira edição da ação foi ainda mais disputada, com cerca de 700 atletas. A saída ocorreu no Mauerpark e o trajeto levou os ciclistas por áreas centrais de Berlim, encerrando na região de Schönefeld, próxima ao aeroporto, numa celebração de identidade, liberdade e pacífica provocação.
A vestimenta, conforme orientação dos organizadores, ficou a critério de cada participante: não houve obrigatoriedade de nudez e valeu vestir o que cada um considerasse mais confortável. O foco foi assegurar conforto, respeito mútuo e espaços de expressão dentro do percurso.
A organização também destacou que a retirada das roupas, vistas como símbolos de posição social, representa igualdade. Daí surgiu uma das máximas do movimento naturista: ‘Nus, somos todos iguais’.
Leia Também:
A cena de Berlim acendeu debates sobre liberdade corporal, direitos civis e formas de protesto público. A cada edição, o movimento busca ampliar o espaço de discussão sobre naturismo, inclusão e respeito, combinando esporte, cidadania e expressão cultural em um único ato coletivo.
Se você acompanhou ou tem opinião sobre esse tipo de manifestação, conte-nos nos comentários. Qual é a sua leitura sobre encontros públicos que usam o corpo como linguagem de igualdade?