Balanços do 2º trimestre: confira T4F, Grupo Multi, Vittia, Kepler Weber e outros

Compartilhe

Resumo: no 2T26, várias companhias da B3 divulgaram balanços com lucros díspares e margens em movimento, destacando Allied, Moura Dubeux, GPS e Grupo Multi, que apresentaram resultados robustos, enquanto Vittia e T4F enfrentaram desafios maiores. A temporada ressalta melhoria de caixa e redução de alavancagem em diversos setores.

Além das que compõem o Ibovespa, uma série de companhias listadas na B3 divulgou seus resultados do 2T26, movimentando a reta final da temporada de balanços.

Allied (ALLD3) apresentou lucro líquido de R$ 36,6 milhões no 2T26, avanço de 130,8% ante o 2T25, com margem líquida de 2,5%. A receita líquida ficou em R$ 1,46 bilhão (+4,7%), impulsionada pelos segmentos de Distribuição Brasil e Varejo Físico. O EBITDA atingiu R$ 73,8 milhões, com margem de 5,1%.

Moura Dubeux (MDNE3) teve lucro líquido recorde de R$ 173,9 milhões, expansão de 44,6% year‑on‑year, com margem de 23,8%. A receita somou R$ 731,1 milhões (+10%), e o EBITDA ajustado chegou a R$ 178,8 milhões (+34,7%), mantendo margem de 24,5%. A dívida líquida ficou em apenas R$ 56,3 milhões (2,5% do patrimônio).

Kepler Weber (KEPL3) registrou lucro líquido de R$ 6,3 milhões no 2T26, queda de 56,1% YoY, com margem líquida de 2,1%. A receita líquida caiu 3,9% para R$ 299,1 milhões; o EBITDA foi de R$ 25,9 milhões, margem de 8,7%.

Unifique (FIQE3) reportou lucro líquido de R$ 45,9 milhões, estável ante 2T25, com margem de 13,3%. A receita líquida avançou 20,5% para R$ 344,7 milhões, puxada pela expansão móvel, aquisição da iSUPER e crescimento de TV/mídia. O EBITDA total ficou em R$ 169 milhões, margem de 49,0%.

Vittia (VITT3) apresentou prejuízo líquido ajustado de R$ 17,4 milhões no 2T26, melhoria de 17,8% frente ao 2T25, com margem ajustada de -15,3%. A receita foi de R$ 114 milhões (+15,1%), e o EBITDA ajustado permaneceu negativo em R$ 16,8 milhões, com melhoria de 6,2 p.p. na margem.

Desktop (DESK3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 29,2 milhões no 2T26, queda de 17% ante 2T25, margem de 9%. A receita consolidada foi de R$ 322 milhões (+8%), e o EBITDA ajustado somou R$ 172,4 milhões (margem de 54%). A dívida líquida encerrou em R$ 1,52 bilhão, 2,21x EBITDA pro forma, com melhoria do fluxo de caixa.

Grupo Multi (MLAS3) reportou lucro líquido de R$ 142,2 milhões, salto de 619,1% YoY, com margem de 14,8%. A receita subiu 3,2% para R$ 959,8 milhões; EBITDA de R$ 119,2 milhões, margem de 12,4%. O caixa líquido ficou em R$ 405,9 milhões; dívida bruta de R$ 371,5 milhões, com caixa de R$ 777,5 milhões. A gestão alertou para possível aperto de margens no 2S, devido custos globais de componentes e frete, mantendo foco em preços, estoque e eficiência.

Grupo GPS (GGPS3) reportou lucro líquido de R$ 378 milhões no 2T26, alta de 204% YoY, com efeito positivo da reversão de provisões vinculadas ao tema do Sistema S (~R$ 230 milhões). Excluindo esse efeito, o lucro ajustado ex-Sistema S ficou em R$ 180 milhões, e o lucro ajustado total em R$ 410 milhões (crescimento de 163%). Receita de R$ 4,598 bilhões (+7%), EBITDA ajustado ex-IFRS16 de R$ 445 milhões (+10%), margem de 9,7%.

Track&Field (TFCO4) teve lucro líquido ajustado de R$ 44,3 milhões (alta de 8,2%), com margem de 15,8%. A receita consolidada atingiu R$ 279,7 milhões (+15,5%), e o EBITDA ajustado ficou em R$ 65,6 milhões, margem de 23,5%. O lucro contábil ficou em R$ 37,1 milhões (+9,2%).

Melnick (MELK3) encerrou o 2T26 com lucro líquido de R$ 34,1 milhões, queda de 13,1% YoY, mas a margem líquida antes da participação de minoritários subiu para 18,6% (vs. 14,8%). A receita foi de R$ 271,1 milhões (-19,8%), o EBITDA ajustado ficou em R$ 56,2 milhões (+20%), com margem de 20,7%.

MAHLE Metal Leve (LEVE3) reportou lucro líquido de R$ 159,6 milhões (+26%), com receita de R$ 1,33 bilhão (-2,7%). O EBITDA ajustado atingiu R$ 273,8 milhões, margem de 20,5%, e a margem bruta avançou para 28,9%, beneficiando produtividade e disciplina de custos.

Log-In (LOGN3) apresentou lucro líquido de R$ 133,2 milhões no 2T26, salto de 431% YoY, impulsionado pela venda de navios. Receita operacional de R$ 777,1 milhões (+5,1%), EBITDA ajustado de R$ 113,9 milhões, margem de 14,7%; o desempenho foi pressionado pela Navegação Costeira.

T4F (SHOW3) registrou prejuízo líquido de R$ 14,6 milhões no 2T26, frente -R$ 0,1 milhão no 2T25. A receita total foi de R$ 23,8 milhões (-56%), com EBITDA negativo de R$ 6,2 milhões e margens em queda (EBITDA -26%; margem bruta 16,2%).

Para quem acompanha o tema, a temporada de balanços segue revelando forças diversas entre setores, com ganhos expressivos em serviços e infraestrutura, e desafios em varejo e consumo. Comente abaixo o que achou dos resultados e quais nomes você acompanha de perto nesta temporada.

Você sabia que o Itamaraju Notícias está no Facebook, Instagram, Telegram, TikTok, Twitter e no Whatsapp? Siga-nos por lá.

Veja também

Mais para você