O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) defendeu neste domingo (23) que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) deveriam perder o registro de candidatura por não participarem do primeiro debate presidencial de 2026, promovido pela Band.
A declaração foi feita na chegada à emissora, pouco antes do início do encontro. Caiado classificou a ausência dos dois principais candidatos nas pesquisas como um desrespeito ao eleitor.
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“A Band está dando oportunidade para que todos venham debater. É a beleza da democracia. A argumentação é que prevalece”, afirmou. Em seguida, disse que Lula e Flávio “deveriam ter o registro cassado” por não comparecerem, conforme registro do Poder360.
A legislação eleitoral, no entanto, não prevê cassação ou qualquer outra punição para candidatos que decidam faltar a debates.
O artigo 46 da Lei das Eleições estabelece que emissoras de rádio e televisão podem realizar os encontros e devem assegurar a participação dos candidatos de partidos com pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional. A presença dos demais é facultativa. A própria lei admite que um debate aconteça sem um candidato convidado, desde que a emissora comprove ter enviado o convite com antecedência mínima de 72 horas.
Caiado chama adversários de “fujões”
Antes de entrar no estúdio, Caiado também chamou Lula e Flávio de “fujões” e afirmou que ambos teriam mais a esconder do que a apresentar aos eleitores.
Além de Lula e Flávio, Romeu Zema (Novo) também desistiu de participar do encontro. A decisão foi anunciada neste domingo. A campanha do ex-governador de Minas Gerais afirmou que a mudança da data do debate havia sido feita com o objetivo de facilitar a presença de Lula e que, sem o petista, a alteração perdeu o propósito.
Com as três ausências, o debate reuniu Caiado, Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). A Band havia convidado seis candidatos para o primeiro confronto presidencial da campanha.