Nico Hulkenberg recebeu elogios pela reação durante um momento de grande perigo no GP da Holanda de Fórmula 1. O alemão evitou por pouco atingir em cheio seu companheiro de equipe Gabriel Bortoleto, após um incidente na primeira volta.
Bortoleto perdeu o controle do Audi na última curva inclinada do circuito de Zandvoort, em condições de pista úmida. O brasileiro conseguiu evitar a barreira de proteção, mas completou uma rodada de 360 graus e levantou uma nuvem de fumaça, enquanto Hulkenberg vinha logo atrás e teve sua visão comprometida.
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Com o carro de Bortoleto atravessando a pista, Hulkenberg precisou decidir rapidamente para qual lado escapar. O alemão escolheu a esquerda e passou muito perto de atingir lateralmente o companheiro de equipe, evitando uma colisão que poderia ter consequências sérias.
No mesmo momento da rodada do piloto brasileiro, poucos metros à frente, Max Verstappen também rodou, mas não teve a mesma sorte de Bortoleto e destruiu seu carro da Red Bull Racing nas barreiras de proteção.

Allan McNish, chefe da Audi, comparou a cena a uma sequência do filme ‘Dias de Trovão’ sobre a Nascar, lançado em 1990, e destacou principalmente a capacidade de reação de Hulkenberg: “Há duas coisas. Quando algo acontece à sua frente, existe um processo mental, mas também há um instinto, um conhecimento instintivo de para onde ir e o que fazer”, afirmou McNish à imprensa.
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O dirigente explicou que esse tipo de situação exige uma combinação de percepção e reação imediata: “Algumas pessoas têm isso, outras não”, disse McNish, acrescentando que é necessário avaliar rapidamente a trajetória do carro que está rodando e decidir quanto espaço percorrer em cada direção.
McNish também destacou a atuação de Bortoleto ao conseguir manter o carro no meio da pista e evitar que ele fosse lançado contra o muro. Sobre Hulkenberg, porém, o chefe da Audi não teve dúvidas: “Não sei se foi instinto, habilidade, concentração ou qualquer outra coisa. Mas foi uma defesa muito boa”, encerrou o dirigente da Audi.