Servidor da Polícia Científica de Goiás é acusado de disparar contra vizinho

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Na Mira

O caso ocorreu no Setor de Mansões de Taguatinga (DF). Silas Cassimiro Dias disparou após um vizinho reclamar de som alto vindo da casa dele

Reprodução / Redes sociais
Advogado que atirou em vizinho é servidor da Polícia Científica de Goiás

O advogado Silas Cassimiro Dias (foto em destaque) foi preso por policiais do 2º BPM (Taguatinga) após disparar contra um vizinho que reclamou de som alto, na última quinta-feira (27/8), em Taguatinga (DF). O incidente ocorreu no conjunto 5 do Setor de Mansões.

Comunicado: A Polícia Científica de Goiás informou que a Corregedoria irá investigar a conduta do servidor e tomará as medidas cabíveis inerentes à sua função.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também será consultada sobre a denúncia. O espaço está aberto para manifestações. A equipe de reportagem busca contato com a defesa dos envolvidos.

“Está difícil de dormir”

A coluna Na Mira obteve um vídeo que registra o vizinho se dirigindo à casa onde o som estava elevado. No vídeo, ele interfone três vezes, até ser atendido. Ele se identifica como morador da região e solicita a presença de alguém da casa. O homem que atende responde: “Pode falar. O que que é?”.

O vizinho, de forma tranquilizadora, pede para que o som seja baixado, pois estaria “muito difícil de dormir”. Entretanto, do outro lado, o agressor permanece em silêncio.

O vizinho tenta interfonar mais uma vez, mas a música alta ainda é audível. É nesse momento que o disparo é efetuado — o som dos tiros é captado no vídeo. Toda a conversa foi gravada pelo vizinho que tentou fazer a reclamação.

Após o chamado, as equipes da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), com apoio do Grupo Tático Operacional (Gtop 37) e da Rotam, prenderam o advogado que atirou contra o vizinho.


Foi apreendido:

  • Pistola Taurus .380C, com carregador e 12 munições intactas;
  • 35 munições calibre .380 intactas, sendo 15 no carregador;
  • Três munições calibre .38 intactas e 73 deflagradas;
  • Uma munição calibre .32 intacta e uma deflagrada;
  • Seis munições calibre .357 deflagradas.

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga o caso por meio da 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul) por disparo de arma de fogo.

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