Assessora descobre na corrida de montanha um diferencial para impulsionar sua carreira

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A corrida de montanha, muitas vezes vista apenas como um desafio físico, revela uma importante camada mental, segundo Cláudia Santaela. Para ela, a experiência é 70% ou 80% relacionada à mentalidade, enfatizando como a resiliência e a capacidade de lidar com adversidades são essenciais, não apenas nas trilhas, mas também na vida profissional.

Cláudia, sócia e Senior Partner da W1 Capital, encontrou nessa modalidade não apenas um hobby, mas uma forma de desenvolver habilidades que traduzem sua trajetória. Segundo ela, ter controle emocional e aprender a administrar frustrações são elementos fundamentais que surgem tanto nas corridas quanto nas situações desafiadoras do setor financeiro. “Na corrida de montanha, consigo me conectar comigo mesma. É quando recarrego minhas energias para lidar melhor com o trabalho,” afirma.

Nascida e criada na Zona Leste de São Paulo, Cláudia construiu sua trajetória profissional com muito esforço. Filha de um motorista de ônibus e uma costureira, ela se inspirou na perseverança da mãe, que a ensinou a não temer desafios. Começou sua carreira aos 17 anos no setor bancário, passando por grandes instituições. Em um ato de coragem, empreendeu comprando um salão de beleza e o transformou de um faturamento de R$ 22 mil para cerca de R$ 100 mil, expandindo sua equipe de quatro para 26 pessoas.

Após a pandemia, decidiu voltar ao setor financeiro. Hoje, como Senior Partner da W1 Capital, lidera uma equipe e gerencia uma carteira de aproximadamente R$ 96 milhões, somando R$ 334 milhões sob supervisão. O contato próximo com os clientes é algo que Cláudia considera essencial, especialmente em momentos de instabilidade do mercado.

“A assessoria não é apenas sobre produtos financeiros, mas sobre desenvolver confiança e entender as preocupações dos clientes,” diz. Ela acredita que a corrida a ajudou a lidar com a pressão emocional da profissão. Cláudia enfrentou desafios na carreira de assessora, incluindo dificuldades para conseguir a certificação necessária, o que reforçou sua convicção de que persistência é a chave para a evolução profissional.

O autodesafio, presente em sua vida nas trilhas e no trabalho, é central para a filosofia de Cláudia. Enquanto se prepara para novas corridas, como uma expedição na Argentina, ela reflete sobre os altos e baixos da vida. “Um desempenho abaixo do esperado não define sua trajetória,” afirma. Mesmo sem resultados imediatos, a persistência é fundamental.

A corrida também serve como um espaço de reflexão. “Durante meus treinos, resolvo questões que me preocupam. A criatividade flui nas trilhas,” destaca. Completar uma corrida de 26 km foi um marco, mas ela se dedica especialmente à meia maratona, um desafio que continua a proporcionar crescimento.

A influência da mãe permanece presente

Cláudia carrega consigo a missão de honrar a trajetória de sua mãe. Cada realização é um tributo à perseverança familiar que moldou sua vida. Para ela, cada conquista é uma forma de agradecer pelo apoio recebido e superar limites pessoais.

“Você treina sua mente diariamente para ser alguém melhor,” conclui Cláudia, reafirmando que os verdadeiros desafios estão em conhecer e superar a si mesmo, tanto nas montanhas quanto no mundo financeiro. Como você enfrenta seus próprios desafios? Compartilhe sua história!

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