Vice-presidente Geraldo Alckmin critica crise no STF e relação do governador com escândalo

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), que busca reeleição, expressou sua preocupação em relação à suposta ligação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com o escândalo envolvendo o Banco Master. Em entrevista ao Metrópoles, Alckmin ressaltou a importância de esclarecer questões relacionadas a doações para campanhas eleitorais.
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro revelou em uma delação premiada que uma doação de R$ 5 milhões foi realizada para as campanhas de Tarcísio e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sendo R$ 2 milhões destinados ao governador paulista e R$ 3 milhões para o ex-presidente. Vorcaro afirmou que essa doação foi uma negociação ilícita com Gilberto Kassab, presidente do PSD e ex-secretário na gestão Tarcísio.
Alckmin considerou a atual crise no Supremo Tribunal Federal (STF) “muito triste”, e afirmou que a sociedade espera uma investigação que traga a verdade e consequências. “Ninguém está acima da lei”, afirmou.
O vice-presidente destacou a responsabilidade dos cargos públicos e elogiou o trabalho do governo do presidente Lula, que, segundo ele, mantém um espírito republicano sem ameaças às instituições de investigação.
Alckmin também mencionou a troca de comando na Polícia Federal durante o governo Bolsonaro, levantando dúvidas sobre as verdadeiras intenções por trás dessas mudanças, especialmente em tempos de investigações delicadas.

Referindo-se à campanha ao governo de São Paulo, Alckmin comentou as críticas de Fernando Haddad (PT) e as fragilidades do adversário Tarcísio, incluindo questões de segurança pública e a atuação da Sabesp.
Sobre o ato convocado por Flávio Bolsonaro (PL) para o 7 de Setembro em São Paulo, Alckmin condenou manifestações que possam soa como antidemocráticas, enfatizando que a defesa da democracia deve ser prioridade.
Pesquisa Eleitoral
Uma recente pesquisa do Instituto Datafolha mostra que Lula lidera com 38% das intenções de voto no primeiro turno contra 33% de Flávio Bolsonaro. Em um segundo turno, Lula aparece com 46% contra 44% de Flávio, evidenciando a competitividade da corrida eleitoral.