Moeda social revitaliza o comércio e dinamiza a economia local em Salvador

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Umoja é uma moeda social que vale o mesmo que o real e circula há mais de oito anos nos bairros Uruguai, Jardim Cruzeiro e Massaranduba, em Salvador, fortalecendo a economia local ao manter a riqueza circulando dentro da própria comunidade.

Emitida pelo Banco Comunitário Santa Luzia, a Umoja já é aceita por mais de 50 estabelecimentos, como supermercados, padarias, farmácias e lojas, sinalizando uma estratégia de desenvolvimento que valoriza produtores e pequenos comerciantes do bairro.

Carlos Eduardo Dias Barbosa, o “Carlos Baby”, ressalta que a iniciativa vai além de uma moeda: é uma ferramenta para impedir que recursos saiam da comunidade e para fortalecer vínculos econômicos locais.

“A importância é que é uma estratégia de desenvolvimento local, que aquece o comércio da comunidade, gerando interação entre moradores e lojistas. Já são oito anos de circulação sem inadimplência, com a destroca mensal acontecendo sempre que chega o fim do mês”, afirmou ele.

A Umoja é pareada com o real e circula em cédulas de cinco valores: 0,50; 1; 2; 5 e 10 Umojas. Os comerciantes podem trocar o saldo mensalmente ou usar as moedas acumuladas em outros estabelecimentos credenciados, sem precisar guardar as moedas para a destroca.

Além da circulação, o banco mantém duas linhas de crédito para fortalecer a economia local: uma voltada à produção, para alavancar os negócios da comunidade, e outra de consumo, para estimular o uso da moeda no dia a dia.

Salvador abriga o único banco comunitário da Bahia, e, no Brasil, existem cerca de 182 bancos comunitários. A Bahia soma nove experiências, com Santa Luzia sendo a única em Salvador.

Para comerciantes, a Umoja representa nova oportunidade de desenvolvimento. Adson de Jesus dos Santos, dono de um negócio de bebidas, vê a moeda como impulso para o fortalecimento da comunidade, mesmo em um segmento tradicionalmente desafiador.

Vanessa Soares, funcionária de uma farmácia credenciada, afirma que a Umoja facilita o acesso a produtos essenciais, fortalecendo o comércio local e atendendo clientes que utilizam a moeda social. O educador Diógenes Reis, morador da Península Itapagipana, também utiliza a Umoja para compras diárias, fortalecendo a economia da região.

Com esses relatos, fica claro que a Umoja busca manter a riqueza dentro da comunidade, fortalecendo médios e pequenos empreendedores e incentivando uma economia mais inclusiva e local.

Convidamos você a refletir: qual impacto real moedas locais, como Umoja, têm no dia a dia da sua comunidade? Deixe seu comentário com experiências, dúvidas ou sugestões para fortalecer economias locais perto de você.

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