Bahia alcança nova posição no ranking de políticas educacionais étnico-raciais
A Bahia celebrou um significativo avanço na educação, conforme revela o Diagnóstico Equidade 2026, do Ministério da Educação (MEC). A rede estadual de ensino saltou da 18ª para a 2ª posição entre as redes estaduais do país na implementação de políticas relacionadas à educação étnico-racial, além de liderar na formação sobre Educação das Relações Étnico-Raciais nas escolas quilombolas.
Esse salto de 16 posições não é apenas um número; representa um compromisso profundo com a equidade étnico-racial na educação, refletindo a rica formação histórica e cultural da Bahia. O estímulo à educação étnico-racial busca reconhecer e valorizar os saberes e as identidades dos estudantes.
O diagnóstico examina as políticas relacionadas a Educação para as Relações Étnico-Raciais e à Educação Escolar Quilombola, considerando aspectos como institucionalização, formação, gestão e materiais didáticos. Esse progresso demonstra que a equidade étnico-racial está sendo incorporada ao planejamento e à prática da educação pública, enfatizando que não se pode abordar a qualidade educacional sem considerar a equidade.
Para a rede estadual, essa questão ganha ancora especial, dado que abriga uma das maiores populações negras do Brasil e diversas comunidades quilombolas e indígenas. Essa pluralidade se reflete em currículos específicos, materiais pedagógicos adaptados e na formação contínua de profissionais da educação.
Cumprir as leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008 representa uma escolha estratégica, reafirmando a relevância da contribuição dos povos negros e indígenas na construção da identidade nacional. As iniciativas incluem formação para educadores, programas como o Bolsa Presença, além da modernização de escolas em tempo integral e monitoramento das políticas implementadas.
A conquista da segunda posição traz novas responsabilidades. O objetivo é garantir que essa conquista se reflita em ações concretas no cotidiano escolar, fortalecendo a educação quilombola e indígena, integrando referências étnico-raciais aos currículos e combatendo o racismo estrutural.
Este resultado é fruto do empenho da comunidade escolar, movimentos sociais e comunidades tradicionais, consolidando um reconhecimento da identidade baiana que permeia cada escola e cada aluno.
*Secretário da Educação do Estado em exercício