
As movimentações políticas ao redor da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República estão ganhando novos contornos. Seus aliados acreditam que as sanções da Lei Magnitsky, que podem afetar diretamente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), possam ser reativadas em breve.
Dois meses atrás, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e o ex-apresentador Paulo Figueiredo apresentaram um pedido para que sanções financeiras contra Moraes fossem restabelecidas. Aumentando as expectativas do grupo, é possível que, em meio ao crescente desgaste nas relações entre o governo de Donald Trump e a administração Lula, Moraes se torne alvo novamente até as eleições de outubro. Informações são do jornal O Globo.
A recente negativa de vistos a dois funcionários da administração Trump, justificada pelo Itamaraty como medida para evitar questionamentos sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro, agravou ainda mais essa relação. Essa tensão fez com que o grupo de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos recebesse sinais de que a gestão Trump está se preparando para uma reação.
Nesse cenário, a aplicação de sanções individuais, como as da Lei Magnitsky, pode começar a ser discutida de forma mais contundente. Esse tipo de resposta é visto como uma ferramenta viável para os Estados Unidos, especialmente diante do contexto político brasileiro atual.