O crescimento da leitura digital no Brasil foi confirmado pela pesquisa Perfil e Hábito do Leitor Digital Brasileiro, divulgada pela Nielsen BookData. O levantamento, publicado em setembro deste ano, revela que o país possui aproximadamente 94 milhões de leitores digitais, que utilizam dispositivos eletrônicos para acessar uma variedade de conteúdos, incluindo notícias, livros, audiolivros, textos informativos e quadrinhos.
O estudo busca compreender o perfil desses leitores, abordando como, com que frequência e por que consomem diferentes tipos de conteúdo, além de identificar estratégias para aprimorar políticas públicas e o mercado do setor. Em meio a essa transição digital, surgem questionamentos sobre o futuro do livro físico.
A Sylvamo, fabricante das marcas Chamex, Chamequinho e Chambril, foi uma das patrocinadoras da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que ocorreu entre os dias 4 e 13 de setembro. O portal A TARDE conversou com Karen Schlickmann, coordenadora de marketing de produto da empresa, sobre a coexistência dos formatos de leitura na era digital.
Em sua análise, Schlickmann enfatiza que, embora o digital amplie o acesso à leitura, não elimina a importância do livro físico. “As duas experiências são diferentes e complementares. O livro de papel proporciona uma conexão sensorial e afetiva que muitos leitores valorizam”, destacou.
Ela também comentou sobre a ideia equivocada de que a produção de papel é prejudicial às florestas. “Na Sylvamo, usamos fibra de eucalipto proveniente de florestas manejadas de forma sustentável, garantindo que a produção de papel seja um recurso renovável e reciclável”, ressaltou.

Inovações na Produção de Papel
Schlickmann informa que a empresa investe continuamente em inovações que buscam aliar a experiência do leitor às necessidades do mercado gráfico e editorial. “Estamos desenvolvendo produtos que atendam diversas tecnologias de impressão, desde gramaturas até acabamentos”, explicou.
A coordenadora acredita que a tendência é de uma convivência harmônica entre formatos digitais e impressos, já que cada um deles possui características específicas que podem se adequar a diferentes conteúdos e preferências. “Acreditamos que o papel continua essencial na educação e na comunicação, enquanto as soluções digitais ampliam as formas de acesso à informação”, afirmou.

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo trará a presença de 800 autores e 269 expositores, oferecendo um espaço valioso para a discussão sobre o futuro do livro em um mundo cada vez mais digital. Entre os convidados, estão renomados escritores nacionais e internacionais.
*O repórter viajou a convite da Bienal Internacional do Livro de São Paulo.