Resumo: Neste sábado, o Brasil celebra o Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação, com o objetivo de atualizar a caderneta vacinal de crianças e adolescentes até 1º de setembro. A campanha envolve 5 mil municípios, oferecendo 20 tipos de vacinas em um esforço para vencer a desinformação sobre imunização.
Neste sábado, o Brasil realiza o Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação, um evento que coincide simbolicamente com o Dia D da Segunda Guerra Mundial. Ao contrário do histórico dia de combate, hoje, os “soldados” são profissionais da saúde pública que enfrentam o desafio de desmantelar mitos e desinformações propagadas sobre vacinas.
Semelhante ao derrube dos nazistas em 6 de junho de 1944, o atual desafio é derrotar os inimigos da ciência e da saúde, que tentam disseminar mentiras em igrejas e redes sociais. A vitória requer a mobilização das famílias para que atualizem a caderneta vacinal de seus filhos até 1º de setembro.
A ação deste Dia D não ocorrerá nas praias da Normandia, mas em unidades e postos de saúde de mais de 5 mil municípios, abrangendo também áreas menos acessíveis. O “arsenal” de vacinas, composto por 20 imunizantes, representa uma luta contra a desinformação e a favor da saúde coletiva.
Contudo, o caminho não será fácil. Apesar das 700 mil mortes causadas por tratamentos inadequados durante a pandemia, algumas vozes ainda insistem em propagar teorias contra a vacinação, estimulando suas comunidades a hesitar frente à proteção que as vacinas oferecem. Essa resistência é alimentada por grupos anticiência na internet e por líderes que se opõem à vacinação.
Para enfrentar esses desafios, é necessário reafirmar um pacto social fundamentado na prevenção, ciência e responsabilidade coletiva. O Brasil se orgulha de ter um dos programas de imunização mais respeitados do mundo, conquistando resultados significativos no controle de doenças como poliomielite, sarampo e meningite.
Entretanto, conquistas históricas não são permanentes. O recente declínio na cobertura vacinal tem permitido a reintrodução de enfermidades que antes estavam erradicadas. Portanto, o Dia D assume um papel estratégico: amplia o acesso e facilita a rotina das famílias, além de destacar o caráter inclusivo do SUS ao abrir postos em um sábado, promovendo contato com a mascote Zé Gotinha e sua equipe.