Novo entra com ação no TSE contra Lula-Alckmin por suposto abuso de poder.

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AIJE no TSE acusa uso de recursos públicos em desfile carnavalesco; Novo pede cassação de Lula e Alckmin

Resumo: o Partido Novo protocolou no TSE uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra a chapa Lula-Alckmin, sob a alegação de abuso de poder econômico e uso indevido de serviços da imprensa durante o Carnaval de 2026. A ação aponta que a Acadêmicos de Niterói encenou um “showmício eleitoral” em que recursos públicos teriam sido usados para favorecer a pré-candidatura de Lula, totalizando R$ 9,65 milhões repassados por diferentes esferas públicas. Lula esteve no desfile, cumprimentou a plateia na Sapucaí e a escola ficou em último lugar no Grupo Especial. O Novo busca a cassação de registros e a inelegibilidade por oito anos.

A ação destaca que a cerimônia de abertura do Carnaval, ocorrida em fevereiro, foi alvo de questionamentos adicionais: a Justiça Eleitoral rejeitou, por unanimidade, pedidos para impedir o desfile sob alegação de propaganda antecipada. Mesmo assim, o Novo aponta que a organização da escola alterou leis municipais para favorecer repasses, o que, na visão da legenda, configuraria uso indevido de dinheiro público para fins eleitorais.

Desfile e enredo: a Acadêmicos de Niterói abriu o Grupo Especial com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, lembrando a trajetória do presidente desde Garanhuns até o Planalto. O ato também incluiu sátiras a Jair Bolsonaro e Michel Temer. A ala “Neoconservadores em conserva” provocou críticas, e um representante da bancada de oposição chegou a registrar denúncia por suposta intolerância religiosa. Lula assistiu ao desfile no camarote da Prefeitura, pôde cumprimentar integrantes da escola e de outras agremiações.

Recursos públicos citados pelo Novo somam R$ 9,65 milhões, provenientes de quatro origens: R$ 4 milhões da prefeitura de Niterói, R$ 2,15 milhões da prefeitura do Rio via Riotur, R$ 2,5 milhões do governo estadual via Funarj/Liesa e R$ 1 milhão da Embratur. A legenda sustenta que mudanças posteriores, como a modificação de leis municipais para nominar beneficiários, indicariam tentativa de institucionalizar os repasses e, assim, favorecer a mensagem de Lula durante o Carnaval. A Embratur teria alterado padrões de repasse entre 2023 e 2026, segundo o Novo, o que, segundo eles, dificultaria comparações com anos anteriores.

O Novo também aponta a passagem do presidente da Embratur pelo barracão da Acadêmicos em outubro de 2025, e cita relatos não confirmados de doações privadas articuladas pela primeira-dama Janja da Silva. A ação pede a oitiva de três testemunhas (o presidente da agremiação, o carnavalesco Tiago Martins e o compositor André Pereira Diniz) e solicita ao TSE a expedição de ofícios para reunir documentos de repasse e dados de audiência junto a prefeituras, ao governo, à Presidência, ao TCU, ao TCE-RJ, à Liesa, à Globo e ao instituto Kantar Ibope. O caso aguarda a notificação de Lula e Alckmin, que terão defesa prevista por lei; o TSE ainda não se manifestou.

Para quem acompanha política e Carnaval, o caso reforça o debate sobre o uso de recursos públicos em eventos culturais e políticos, tema que promete continuar em evidência nos próximos meses. Deixe seus comentários: você acredita que houve uso indevido de verba pública ou trata-se de uma cobrança excessiva sobre a forma de financiamento das escolas de samba?

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