
Terceira aula reuniu profissionais e instituições para fortalecer relações, prevenir conflitos e ampliar uma cultura de paz em Itamaraju
A terceira aula da oficina promovida pelo Ministério Público de Itamaraju aconteceu nesta quinta-feira (20), mesmo diante da ausência do promotor de Justiça José Dutra de Lima Júnior, que sofreu um acidente durante uma atividade cotidiana.
A programação teve continuidade sob a condução do pastor e educador Absalon Borges, em uma roda de conversa que reuniu integrantes do Conselho Comunitário de Segurança Pública de Itamaraju e representantes de diferentes instituições que atuam diretamente na proteção e no atendimento à população.
O encontro teve como eixo a Comunicação Não Violenta (CNV), abordagem que busca aprimorar a maneira como sentimentos, necessidades e conflitos são expressos, favorecendo empatia, respeito, cooperação e diálogo.
Participaram representantes da Secretaria de Desenvolvimento Social, Conselho Tutelar, 43ª CIPM, abrigo para menores, CREAS, CRAS, Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), além de integrantes do Ministério Público de Itamaraju.
Mais do que uma capacitação técnica, a oficina propõe uma mudança de perspectiva: olhar o outro com mais humanidade. Em ambientes marcados por distanciamento, conflitos e vulnerabilidades, atitudes simples podem contribuir para interromper ciclos de violência, isolamento e sofrimento.
A proposta também evidencia que segurança pública não se constrói apenas com ações repressivas. Ela passa pela prevenção, pelo acolhimento, pela escuta e pela capacidade de diferentes setores trabalharem de forma integrada.
Durante a roda de conversa, experiências profissionais e vivências pessoais aproximaram os participantes e abriram espaço para uma troca de conhecimentos considerada essencial para quem atua diariamente com situações de vulnerabilidade social.
O presidente do Conselho Comunitário de Segurança Pública de Itamaraju, Marcos Cunha, e o diretor Magno Souza participaram da atividade, reforçando o compromisso da entidade com a disseminação da Comunicação Não Violenta como instrumento de prevenção e fortalecimento das relações comunitárias.
A iniciativa aponta para um novo horizonte: qualificar profissionais, humanizar abordagens e fortalecer uma cultura de paz, mostrando que, muitas vezes, transformar a segurança começa pela forma como se escolhe ouvir e tratar o outro.