Vicaricídio: como o crime se relaciona à violência contra a mulher

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São Paulo

Surgido em 2026, vicaricídio é quando parentes ou dependentes da mulher são assassinados com objetivo de lhe causar sofrimento emocional

Resumo: Em São Paulo, um caso chocou o país e reacendeu o debate sobre o vicaricídio, definido pela lei em 2026 como crime hediondo autônomo. No Dia dos Pais, 9 de agosto, um pai matou as duas filhas (3 e 5 anos) em Cidade Dutra e foi preso em flagrante. Além da tragédia, o caso traz à tona um histórico de violência envolvendo a dinâmica familiar e a perseguição à mãe das crianças.

Breno de Souza Castro, 24 anos, foi detido pela polícia após o crime, ocorrido na zona sul da capital. Imagens e depoimentos mostraram o veículo utilizado, com o vidro traseiro quebrado e o airbag acionado. Segundo investigações, Breno já havia confessado o estrangulamento das próprias filhas e apresentava um histórico de atitudes violentas. A mãe das crianças, Jennifer Nayra Alves, manifestou-se publicamente nas redes sociais após o episódio.

Em abril de 2026, a legislação brasileira tipificou o vicaricídio como um crime hediondo e autônomo. Passa a ocorrer quando um parente ou dependente de uma mulher mata para controlar, punir ou provocar sofrimento, incluindo a família da vítima. A pena prevista é de 20 a 40 anos de prisão. A mudança integra a Lei Maria da Penha, em seu artigo 7º, refletindo uma resposta mais firme a esse tipo de violência.

Apesar da nova tipificação, casos de violência dessa natureza já ocorriam há anos, chocando a imprensa e a sociedade. O episódio recente reacendeu a discussão sobre proteção às mulheres e a necessidade de políticas públicas eficazes para prevenir a violência doméstica, bem como o papel da Justiça na responsabilização de agressores com histórico de conduta violenta.

Ao longo do processo, a Justiça de São Paulo também teve desdobramentos relacionados a liberdades anteriores de Breno. Ele havia sido detido por roubo em 2023, cumpria pena e recebeu liberdade condicional em 29 de outubro de 2025 por bom comportamento carcerário, com condições de cumprimento, incluindo restrições de horários e de deslocamento. A Secretaria de Administração Penitenciária afirmou que os dados do processo devem seguir à Justiça competente.

Este caso evidencia a relevância de avanços legais para enfrentar a violência contra mulheres, bem como a necessidade de monitoramento e apoio às vítimas e familiares. O debate continua aberto entre especialistas, autoridades e a sociedade sobre as medidas de prevenção e proteção efetivas para evitar tragédias como esta.

Participe: compartilhe nos comentários suas opiniões sobre o tema, experiências com campanhas de enfrentamento à violência ou sugestões de políticas públicas que possam ajudar a reduzir esse tipo de crime.

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