Agiota provoca após assassinato de feirante em vídeo impactante no DF

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Na Mira

Vídeo mostra agiota rindo de “montanha” de dinheiro enquanto famílias do DF, Goiás e Tocantins eram arrastadas ao desespero por dívidas

Reprodução
Homem sem camisa sentado ao lado ao lado de montanha de dinheiro

Uma megaoperação realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na manhã de ontem, 11 de setembro, resultou na desarticulação de uma organização criminosa armada, atuando em agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro.

A operação, sob a coordenação da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), revela as operações sombrias que afetavam a vida de famílias no DF, Goiás e Tocantins. O agiota Adailton Fernandes de Oliveira, um dos presos na ação, fez declarações chocantes em um vídeo que circula nas redes.

No material obtido, Adailton aparece exibindo uma grande quantia em dinheiro, referindo-se a isso como uma “serra de dinheiro”, enquanto se mostra em um ambiente repleto de cédulas acumuladas, fruto de cobranças abusivas.

“Preciso conferir todo o dinheiro primeiro”, afirma ele, ao que sua esposa sugere que ele vá dormir, gerando ironia, já que o foco aparentemente era contar as montanhas de dinheiro.

O impacto da dívida

A ostentação e a ironia nas falas de Adailton contrastam com o sofrimento de suas vítimas, como um feirante de 68 anos que não suportou a pressão psicológica após contrair dívidas com juros exorbitantes, chegando a 20% ao mês. O comerciante faleceu, apontando para o lado cruel da prática criminosa.

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A situação da família do comerciante piorou, pois a dívida foi transferida para sua filha, que passou a receber ameaças diretas, sendo coagida a assumir os débitos do pai.

Investigações e ações

As investigações da PCDF revelaram a estrutura da organização, que continha dois núcleos distintos, sendo um deles ligado a cidadãos colombianos, enquanto o outro, sob o comando de Adailton, contava com o suporte de um sargento reformado da Polícia Militar do Estado de Goiás, que auxiliava nas intimidatórias.

Para desmantelar a quadrilha, a Justiça expediu 12 mandados de prisão, além de ordens de busca e apreensão, resultando na recuperação de cerca de R$ 10 milhões em ativos e bloqueio das contas dos envolvidos.

Os indiciamentos incluíram crimes de usura, extorsão e organização criminosa armada. A PCDF continua investigando a situação para identificar novas vítimas e reiterar que nenhuma cobrança deve envolver violência.

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