Lula refaz estratégia de campanha e convoca mobilização para domingo

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Eleições 2026 Brasil

PT mobiliza campanha nacional em busca de reeleição de Lula em meio a crises políticas


Ricardo Stuckert
Lula reorganiza campanha após atritos e convoca mobilização para domingo

O Partido dos Trabalhadores (PT) realiza neste domingo (13/9) uma grande mobilização nacional para tentar revitalizar a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em meio a desafio nas pesquisas de opinião, críticas internas e uma crescente crise no Supremo Tribunal Federal (STF).

Esta ação é simbólica, marcando exatamente três semanas para o primeiro turno das eleições, programado para 4 de outubro.

Com atividades como bandeiraços, rodas de conversa, carreatas, panfletagens e encontros em praças, o PT buscará unir diretórios regionais, candidaturas ao governo e ao Senado, além de movimentos sociais.

Segundo o partido, as ações poderão ter formatos variados, adaptando-se às especificidades locais e ao potencial de mobilização de cada comunidade.

Com o intuito de descentralizar as atividades, o PT pediu que os diretórios locais e grupos sociais definam o local, horário e formato de cada ato, registrando-os em uma plataforma destinada à divulgação.

Janira Lula da Silva, primeira-dama, anunciou que participará em um local a ser definido em Brasília, com a expectativa de que sua atividade ocorra pela manhã, a partir das 9h30. Em contrapartida, o presidente Lula estará em Brasília, sem eventos públicos, mas realizará uma live às 18h para dialogar com aliados e apoiadores.


Crise no STF

  • 1º de setembro: Ministro André Mendonça retira sigilo de parte da investigação do caso Banco Master, envolvendo o nome do ministro Alexandre de Moraes.
  • 3 de setembro: Moraes solicita investigação sobre a atuação de Mendonça por supostas irregularidades.
  • 4 de setembro: Fachin rejeita o pedido de Moraes e remete o caso à Presidência do STF.
  • 8 de setembro: Mendonça afasta diretores da Polícia Federal, causando controvérsia.
  • 9 de setembro: Flávio Dino reestabelece os diretores afastados, destacando problemas processuais nas ações de Mendonça.
  • 10 de setembro: Fachin ordena a entrega de informações sobre o caso à Presidência do STF.
  • 11 de setembro: O presidente do STF atende solicitação do Ministério Público Federal para levantar o sigilo total das investigações.

Reorganização

Na última quinta-feira (10/9), a Executiva Nacional do PT convocou uma reunião de emergência em Brasília para discutir a estratégia da campanha de Lula, diante das tensões políticas e do aumento da concorrência eleitoral.

O presidente do PT, Edinho Silva, reconheceu as falhas no planejamento de campanha e solicitou um reposicionamento mais proativo para melhorar a presença pública do presidente.

Em resposta ao crescimento do senador Flávio Bolsonaro nas intenções de voto, a campanha passará a ser mais ofensiva, alternando estratégias de mobilização e discurso.

A crise no STF é considerada um risco para Lula, especialmente em relação às suas associações com o ministro Alexandre de Moraes, em um momento em que o magistrado enfrenta críticas.

Após a reunião, Edinho admitiu erros logísticos e decidiu centralizar a produção de materiais de campanha, destacando a necessidade de melhor planejamento e distribuição.

Lula também expressou a intenção de propor reformas no Judiciário em diálogos com a sociedade antes de apresentar sugestões formais, alinhando-se às críticas às estruturas de poder atuais.

O foco agora é aumentar a intensidade dos discursos, intensificando também as críticas à atuação do ministro André Mendonça.

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