Ferrari enfrenta desafios para alcançar Mercedes em potência de motor, afirma chefe da equipe. Fred Vasseur, líder da Ferrari, admitiu que a unidade de potência da Mercedes continua à frente, após avaliar o impacto do sistema ADUO em suas atualizações para 2026 e 2027.
A equipe alemã mantém sua posição de destaque na temporada, tendo a unidade de potência mais potente desde as novas regras na Fórmula 1. O sistema Additional Development and Upgrade Opportunities (ADUO) permite recuperação para fabricantes em desvantagem, mas a análise está focada apenas no motor de combustão interna. Recentemente, a Red Bull foi reconhecida como a fabricante com a unidade de potência mais forte.
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Crédito: F1Mania.net
Enquanto isso, a Mercedes tem direito a uma atualização em 2026 e outra em 2027, enquanto Ferrari, Audi e Honda obtiveram duas atualizações a cada ano. A unidade de potência da Mercedes, que ainda não foi atualizada, é esperada para o próximo mês. As melhorias recentes da Ferrari, apresentadas na Áustria e em Monza, não foram suficientes para igualar a rivalidade.
Em Monza, que é conhecido por sua sensibilidade à potência, Charles Leclerc e Lewis Hamilton se classificaram em quarto e quinto lugares. No entanto, Leclerc sofreu um abandono durante a corrida após um incidente na largada. Durante a classificação, a Ferrari apresentou uma velocidade máxima 5,6 km/h inferior à da Mercedes, considerando dados do piloto Oliver Bearman, da Haas.
Quando questionado sobre o desempenho do ADUO e o impacto da gestão de energia, Vasseur ressaltou: “Pelo menos eu estava certo em algo”, referindo-se a sua previsão de que as atualizações da Ferrari não seriam uma revolução.
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Crédito: F1Mania.net
O chefe da equipe também destacou que, ao perder potenciais, as equipes precisam equilibrar a entrega de energia para compensar nas retas. “Se você entrega mais em um lugar, vai entregar menos em outro, e isso gera um ciclo negativo”, declarou.
Ele explicou ainda que a diferença de potência é variável dependendo do circuito. “Se você está perdendo X em Zandvoort, pode estar dois ou três décimos atrasado. Em Monza, essa diferença pode ser ainda maior.” A complexidade do desenvolvimento de motores é significativa, especialmente quando se considera o teto de gastos e o tempo para produção de novas peças.
Vasseur não esperava que o ADUO permitisse uma rápida recuperação da diferença para a Mercedes, mas enfatizou a importância de qualquer pequeno avanço. “Um pequeno ganho de potência pode ser decisivo para a classificação.” Em Monza, a diferença entre Oscar Piastri, em terceiro, e Kimi Antonelli, em sétimo, foi apenas de 0s127, refletindo a importância de cada cavalo de potência. O executivo finalizou ressaltando que um novo motor está previsto para o próximo ano, com o objetivo de reduzir a distância para a liderança.


