Vitamina D no inverno: quais cuidados merecem atenção?

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Mature woman looking through window of her shack in the forest during a day on winter and being lit by sunlight.

Mesmo em um país ensolarado durante boa parte do ano, mais de 50% dos adultos brasileiros apresentam níveis insuficientes de vitamina D, segundo pesquisas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). No inverno, quando a exposição ao sol diminui, recomenda-se atenção redobrada aos hábitos que influenciam a produção desse nutriente.

Produzida principalmente pela ação dos raios ultravioleta B (UVB) sobre a pele, a vitamina D participa de diferentes funções do organismo, como a absorção de cálcio e fósforo, importantes para a saúde óssea, além de atuar na resposta imunológica. Embora também esteja presente em alguns alimentos, a exposição solar continua sendo a principal fonte do nutriente.

Segundo a farmacêutica Gisele Tupinambá, responsável pela assessoria médico-científica da Herbarium, a vitamina D existe em duas formas principais: “A vitamina D2 (ergocalciferol) é derivada de plantas e fungos, enquanto a vitamina D3 (colecalciferol) é sintetizada na pele humana pela ação dos raios ultravioleta (UVB). A conversão para sua forma ativa ocorre nos rins”.

Por que os níveis podem cair durante o inverno?

A queda da temperatura modifica hábitos do dia a dia. É comum que as pessoas permaneçam mais tempo em ambientes fechados, utilizem roupas que cobrem grande parte do corpo e reduzam atividades ao ar livre. Como consequência, a exposição ao sol diminui, e a síntese da vitamina D também.

Mas isso não significa que todas as pessoas desenvolverão deficiência durante o inverno. A quantidade produzida depende de fatores como idade, tom de pele, localização geográfica, tempo de exposição solar e condições individuais de saúde.

A farmacêutica destaca que o nutriente desempenha diferentes funções no organismo. Além de contribuir para a manutenção da saúde óssea, estudos associam níveis adequados de vitamina D ao funcionamento do sistema imunológico.

“Há evidências entre níveis séricos inadequados de vitamina D e maior prevalência de doenças como diabetes tipo 1, artrite reumatoide, doença inflamatória intestinal, esclerose múltipla e lúpus eritematoso sistêmico”, afirma.

Apesar dessas associações, a deficiência só pode ser confirmada por avaliação clínica e exames laboratoriais, evitando tanto o diagnóstico quanto a suplementação por conta própria.

Hábitos que ajudam a manter níveis adequados

Durante o inverno, algumas medidas podem contribuir para manter a produção e a ingestão do nutriente, como: realizar exposição solar de forma segura, respeitando orientação médica e características individuais; manter uma alimentação equilibrada; e praticar atividades físicas regularmente, sempre que possível em ambientes externos.

Embora muitas pessoas associem a vitamina D apenas à exposição solar, a necessidade de suplementação varia conforme fatores como idade, condições de saúde, alimentação, uso de determinados medicamentos e resultados de exames laboratoriais. Quando há indicação profissional para suplementação, existem diferentes apresentações disponíveis no mercado, como sany d gotas, cuja utilização depende das necessidades individuais.

A orientação também vale para pessoas que apresentam maior risco de deficiência, como idosos, gestantes, indivíduos com doenças que comprometem a absorção intestinal e quem permanece pouco tempo exposto ao sol. Nesses casos, o acompanhamento médico permite definir se há necessidade de exames e qual a conduta mais adequada.

Porém, apesar de a vitamina D desempenhar funções importantes no organismo, é importante evitar o uso indiscriminado do suplemento, já que o consumo em doses elevadas sem indicação pode provocar excesso do nutriente e aumentar os níveis de cálcio no sangue, condição que exige acompanhamento médico.

O equilíbrio entre sol, alimentação e acompanhamento profissional

A produção de vitamina D depende de um conjunto de fatores e não apenas da estação do ano. Mesmo durante o inverno, manter uma rotina com exposição solar segura, alimentação variada e hábitos saudáveis contribui para preservar os níveis do nutriente.

A recomendação é que qualquer estratégia para corrigir possíveis alterações seja baseada nas características de cada paciente. Assim, tanto a exposição ao sol quanto a alimentação e a suplementação podem ser ajustadas de forma segura, respeitando as necessidades individuais e evitando excessos.

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